1 de ago de 2018

Um pouco sobre a vida sandera que ando vivendo ultimamente

Foto / Lili Kovac

Eu ando quebrando muitos protocolos, decidi nos últimos três meses me dar algumas experiências, principalmente pra entender a vida ao meu redor, e definir as coisas que eu quero viver, e ainda, aquelas que eu não quero. É muito engraçado como a linha entre aquilo que somos e todo um leque de possibilidades, que inclui tudo aquilo que juramos jamais sermos e fazermos é tênue, não há um abismo imenso, uma série de reflexões ou sequer, um convite, existem coisas para as quais nos prontificamos em prol do sentimento de experimentar, pra simplesmente viver, saber, e não há nada errado nisso.

Voltei da minha viagem de férias com o sentimento de que preciso dar alguns passos pra trás, para que a minha vida enfim comece andar pra frente, vivi umas tantas e outras coisas nesses últimos tempos, boas, ruins, e sobre estas últimas, não há nenhum arrependimento, tudo foi muito necessário, tá tudo bem, sério. Tomei um porre por exemplo (coisa que jurei que nunca aconteceria), mas olhando a situação pelos olhos da sobriedade deste momento, estava embriagada há algum tempo, e não era da bebida barata que me alterou os sentidos, mas de amor, ódio, frustração, tudo junto, misturar é sempre um problema, quando enfim fiquei sóbria física e emocionalmente, percebi que aquela não era eu, mas eu de alguma forma precisava viver aquele momento pra entender que necessitava parar de viver algumas coisas.

Em alguns dias senti que estava mais frágil do que nunca, mas depois de umas poucas paisagens da janela do ônibus tudo se acertou. Cheguei também a conclusão de que não sirvo muito pra vida de solteira, sou alguém que prefere a segurança que é estar em um relacionamento, mas apesar disso, estou zelando pela segurança que é ter o coração vazio (não tenho pressa em mudar isso). Também gostaria de dizer que ando corajosa, apesar de quase ter desmaiado na FireWhip do Beto Carrero, estou feliz por que não deixei o medo me paralisar, e o mais interessante de tudo, aprendi que apesar da minha aparência cascuda, uma vez ou outra é bom se despir da armadura que a gente veste, e pedir que alguém segure a nossa mão em meio a uma situação difícil. Sempre há alguém, você só precisa ver!

Sobre quebrar muitos protocolos de uma única vez, e ser um pouco daquilo que juramos que jamais seríamos, só tenho a dizer que é algo que acontece, é natural, passa longe de ser incoerente, afinal como ganharíamos experiência e teríamos histórias pra contar? Não importa se algumas dessas coisas não condizem com a personalidade e caráter que você tem e zela, se te fará sentir vergonha, se vão te olhar feio depois, está tudo bem ir e fazer, desde que haja razão pra tudo, nunca saberemos se não gostamos de algo sem antes experimentar, ou sequer encontraremos o caminho certo sem tomarmos alguns rumos errados, tudo faz parte da arte de se encontrar, e de crescer em todas as esferas da vida.

Estava precisando conversar, e nada melhor do que jogar algumas palavras aqui não é? Depois de quase dois meses sem postar direito, estou oficialmente de volta ♥ Se preparem por que vai ter postagem todo dia agora em agosto o/ Tem algum post que tu quer ver por aqui? É só deixar um comentário com a sua ideia ou se quiser mandar de forma confidencial basta clicar ali em cima na aba CONTATO e preencher o formulário, vou adorar ler e atender a sua sugestão...

Beijo da Mana dos Pitacos 

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