Filme | Death Note

Foto / Reprodução

No dia que eu assinei Netflix (no finalzinho do mês passado) a primeira coisa que eu assisti foi o Live Action (versão americana) de Death Note que todo mundo estava falando mal. Antes de clicar no play eu abri a minha mente o máximo possível pra assistir e não ser influenciada pelas opiniões que as outras pessoas estavam tendo a respeito da adaptação. E falando em adaptação, acho que as pessoas ainda não entenderam o que isso significa, e sempre que é lançado o filme/adaptação de qualquer coisa (livros/animes/peça de teatro) os fãs caem em cima com uma enxurrada de: O personagem tal não tá igual! Por que não colocaram tal parte? Tá uma bosta! E o pior é que a maioria dessas pessoas não se dá nem o trabalho de analisar para que público a adaptação é destinada, por isso estou aqui meus amigos para dizer que Death Note, o Live Action, não é um filme ruim, talvez você não se tenha dado o trabalho de querer gostar nem que seja um tantinho! Vamos conferir a resenha de hoje?

- Ficha Técnica - 
Título: Death Note
Lançamento: 2017
Diretor: Adam Wingard
Elenco Principal: Nat Wolff, Margaret Qualley, Lakeith Stanfield, Paul Nakauchi, Shea Whigham
Censura: 16
Gênero: Suspense, Terror, Fantasia
Origem: EUA

Sinopse: Seattle, Estados Unidos. Light Turner (Nat Wolff) é um estudante brilhante que, um dia, encontra um caderno que repentinamente cai do céu. Trata-se do Death Note, que permite ao seu portador matar qualquer pessoa que conheça a partir da mera anotação do nome do alvo numa de suas páginas. Sob a influência de Ruyk (Willem Dafoe), o dono do caderno, Light passa a usá-lo para eliminar criminosos e pessoas que escaparam da justiça. A súbita onda de assassinatos faz com que ele seja endeusado por muitos, que o apelidaram de Kira, mas também atrai a atenção de um enigmático e também brilhante detetive, chamado L (Lakeith Stanfield).

Vou começar por um dos pontos que mais gerou polêmica com relação ao filme, que foi a descaracterização dos personagens, confesso que quando penso no personagem Light eu visualizo alguém que apesar de ser um adolescente, é uma pessoa convicta de si, e o ator em questão não passa isso para o público, eu aceito de muito bom grado atores com características diferentes dos personagens do anime MAS cada um deles tem uma essência que com toda certeza não foi captada pelos responsáveis pela adaptação. Inclusive não acho que essa descaracterização tenha sido de fato um fiasco, é consenso geral que a Mia surpreendeu por ter uma pegada mais Kira do que o personagem principal e o Ruyk agradou por ser exatamente o que os fãs esperam dele enquanto deus da morte, desde a caracterização, quanto a personalidade, afinal por que um deus da morte seria tão bonzinho não é?

Muito acusaram os criadores de white washing devido que toda a origem asiática ficou de fora do projeto, mas eu discordo, e acho isso discurso de quem gosta de gerar polêmica desnecessária, se os direitos foram vendidos para americanos produzirem, por que esperar que eles façam um filme que fuja do que chamamos de padrão cultural americano? Quando se trata de Estados Unidos e personagem adolescente, logo vem a mente uma escola americana, valentões, bullying, o típico filme de terror/suspense teen americano, o que não significa que seja de todo ruim... No meio dessa reclamação toda, as pessoas não perceberam que o L, a mente brilhante que chega pra matar o mistério é interpretado por um negro, o que varre qualquer acusação de white washing pra debaixo do tapete!

Acho que a proposta não é agradar os fãs, ele é feito para aqueles que não conhecem nada a respeito do mangá/anime encontrarem no filme uma história um tanto quanto interessante, acessível, afinal deixar uma história de anime tão complexa quanto a de Death Note acessível para quem não conhece do assunto é uma tarefa e tanto. Com relação as tomadas e transições de imagem amadoras que muitos viram eu pergunto: Quantas pessoas da massa populacional brasileira presta atenção nisso? Eu como alguém que assistiu o anime não acho que esta adaptação esteja em total descrédito, ela simplesmente não é uma cópia idêntica do anime como todo bom fã espera que seja e pra mim este é o principal motivo da quantidade de defeitos e todo esse bafafá desnecessário: a frustração de muitos!

Achei o final encantador e cheio de inteligência, deixa para o telespectador uma reflexão sobre no que a sociedade se transformaria se fôssemos autorizados a fazer justiça com as nossas próprias mãos, afinal por mais que a gente não ache, a linha que divide o certo e o errado é tênue. No final entendemos que a justiça do Kira é uma justiça corrupta, ele é um assassino de assassinos, estupradores, ladrões, o que não o coloca num patamar elevado. Pra finalizar, digo que recomendo principalmente pra quem é mente aberta ou nunca teve contato com o mangá/anime, apesar de ser de terror, não dá medo, e você ainda é apresentado ao universo fantástico dos animes, com shinigamis, cadernos da morte, onde a ponte entre o visível e invisível sempre é cruzada.

Vocês assistiram esse filme? O que acharam? Assistiriam após esta resenha? Não esqueça de comentar, adoro saber a opinião de vocês! Quer sugerir um tema de post para este blog? É simples! Basta clica na aba CONTATO ali em cima e preencher o formulário, adorarei ler as sugestões e atender aos pedidos de vocês... 

Beijos da Mana 

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