Filme La La Land - Cantando Estações | Resenha + Reflexão

Algumas lições sobre a forma como lidamos com um dos sentimentos mais poderosos: O amor!


Foto / Reprodução

Desde que eu assisti La La Land a frase "Algumas pessoas são a viagem, não o destino" não saiu mais da minha mente, e é justamente por isso que eu estou aqui escrevendo esta resenha para todos aqueles que odiaram o final do filme devido [SPOILER] o casal principal não terminar junto. Afinal pra ser final feliz as pessoas precisam mesmo terminar juntas? A arte é um reflexo do mundo ao nosso redor e no mundo que eu vivo e conheço existem poucos desses "finais felizes" onde todos terminam juntos e superam todos os obstáculos MAS isso não significa que as pessoas não sejam felizes no final. Vamos conferir a resenha?

- Ficha Técnica - 
Título: La La Land (original)
Lançamento: 2016
Diretor: Damien Chazelle
Elenco principal: Emma Stone e Ryan Gosling
Censura: 12 anos
Gênero: Comédia, Drama, Musical, Romance
Origem: USA

Sinopse: Ao chegar em Los Angeles o pianista de jazz Sebastian (Ryan Gosling) conhece a atriz iniciante Mia (Emma Stone) e os dois se apaixonam perdidamente. Em busca de oportunidades para suas carreiras na competitiva cidade, os jovens tentam fazer o relacionamento amoroso dar certo enquanto perseguem a fama e o sucesso.

Pra começar o filme é um musical, e eu amo musicais, acho super divertido, tem gente que acha irritante, eu não, já pensou que louco se a vida fosse um musical? Nos momentos de alegria a vizinhança toda ia dançar junto com a gente e nos momentos de tristeza a gente ia cantar e depois com toda certeza estaríamos nos sentindo muito melhor, pena que a realidade não é assim. Mas falando de La La Land o filme é uma homenagem moderna aos musicais de Hollywood dos anos 40 e 50, época em que os musicais eram muito mais comuns.

Falando sobre as musicas, performance e coreografia, é tudo muito contagiante como todo musical deve ser, só achei que alguns figurinos e detalhes do filme deixam o telespectador confuso (mas sem incomodar), ao mesmo tempo que sabemos que o filme se passa nos dias atuais com toda a sua contemporaneidade, o filme tem essa atmosfera vintage, tornando tudo uma mistura bonita de se ver. Eu gostei bastante da escolha dos atores principais e principalmente da forma como as imagens do filme foram temperadas, tornando a fotografia do longa encantadora.

O casal em si é formado por dois sonhadores, ela é atendente em uma cafeteria e seu sonho é se tornar atriz, e ele é um bom pianista (de Jazz, já disse que amo?) mas não tem tantas oportunidades pra mostrar todo o talento que tem, na verdade para ambos no momento em que se conhecem não há tantas oportunidades, ela faz vários testes mal sucedidos e ele tem que se conformar em tocar em restaurantes musicas que ele não gosta. Então eles se conhecem, se apaixonam e tem que lidar com o peso que é as suas duas carreiras que seguem em direções muito opostas.

E foi aí que eu aprendi algumas coisas a mais quando se trata de amor, a primeira delas foi que devemos acreditar nos sonhos de quem está do nosso lado ou na força dos nossos próprios sonhos, mesmo que isso signifique não ter quem a gente ama pra sempre. Muitas outras resenhas caracterizam o amor deles como fluido em excesso, sem suporte e que em nenhum momento foi proposto por nenhuma das partes uma solução para que conciliassem a vida e carreiras em ascensão MAS isso é mesmo necessário? Digo, todo casal TEM que lutar pra ficar junto e viver um felizes pra sempre? Acho esta uma ideia muito forçada, tudo na nossa vida merece o benefício da dúvida, e na minha opinião, até o amor.

Eu sou da premissa de que não nascemos pra termos apenas um único amor, não há alguém certo pra gente, um encaixe perfeito, e a história da Mia e do Sebastian por mais fictícia que seja, está aí pra provar isso, que há pessoas nas nossas vidas que aparecem pra nos impulsionar ou nos fazer aprender algo, e que por mais difícil que seja, temos que dar alguns "adeus" durante o nosso percurso nessa vida, afinal nem tudo TEM que permanecer, por mais que nos faça bem, e as vezes a gente atropela algumas fases das nossas vidas por aceitarmos facilmente que a única opção que a gente tem é aquela que já está nas nossas mãos. Quando ela o reencontra muitos anos depois e já casada com um outro homem, e passa aquele filme na cabeça dos dois a respeito do que poderia ter sido, eu entendi que era pra ser da forma como foi.

O olhar de reconhecimento entre os dois só deixa mais claro pra mim que as relações acabam e tudo bem, é algo normal, e que não é por que duas pessoas não estão mais juntas que elas necessariamente tem que se odiar, temos que tirar de vez das nossas mentes que uma relação onde as pessoas não estão mais juntas é uma relação fracassada, e os momentos bons onde ficam? Sinceramente, eu prefiro milhões de vezes um olhar de respeito de algum ex por tudo o que eu sou do que a mágoa que adquirimos por ultrapassar o tempo de duração que um relacionamento deve ter, e o que nos falta é sabedoria para percebermos o momento de dizer adeus e seguir em frente. Apesar do musical ser divertido, as entrelinhas do que muitos disseram ser um romance superficial dizem muito a respeito das relações humanas, mas cada um extrai de uma obra algo diferente, afinal é tudo muito subjetivo.


Espero que tenham gostado da resenha e indicação de filme de hoje, super recomendo pra você que adora musicais, você vai se apaixonar eu acho. Já assistiu esse filme? O que achou? Pretende assistir? Não saia sem comentar, adoro saber a opinião de vocês...

Beijos da Mana 

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2 comentários:

  1. Acho que é mais ou menos a mesma ideia de (500) dias com ela, né? Que todo mundo trucida até hoje. Concordo muito com você: certas pessoas não entram na nossa vida pra ficar, mas sim pra nos ensinar algo que talvez uma relação de anos não ensinaria. Simplesmente adorei a sua reflexão ♥

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    Respostas
    1. Fiquei tão curiosa que fui ler uma resenha sobre kkkkkk vou procurar ele na netflix pra eu assistir... e é isso aí, a vida é um vai vem, as vezes a gente peca por querer que tudo seja pra sempre mas somos humanos a gente muda o tempo inteiro, passei viver um pouco mais em paz depois que aceitei isso...
      Fico feliz que tenha gostado ♥

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